segunda-feira, 29 de abril de 2013
quinta-feira, 11 de abril de 2013
ANTROPOCENTRISMO
Nas religiões do livro, quer dizer, nas religiões que têm por base o Antigo Testamento (Judaísmo, Cristianismo e Islamismo), o antropocentrismo é evidente, pois aí a criação, segundo diz o Genesis, existe para o Homem. Não deixa de ser curioso notar que foi uma interpretação materialista dessa expressão espiritual que levou à errada compreensão de que caberia ao homem a exploração material da natureza - que é a base da conceção ocidental desde, pelo menos, a modernidade.
O antropocentrismo encontra-se mesmo nas doutrinas orientais, como o Budismo ou o Hinduísmo, que muito embora façam do Homem apenas um ser entre todos os outros, tão imortal como eles, porque em todos os seres existe o princípio divino e imortal que vai reencarnando para um aperfeiçoamento gradual, reconhece que esse aperfeiçoamento culmina no homem, pois é o único ser que pode libertar-se da cadeia da reencarnação. Por esta razão se considera aí o Homem superior mesmo às divindades ou anjos, que só se podem libertar da corrente do tempo se encarnarem na forma de homem.
Num certo sentido, em filosofia encontramos como exemplo de antropocentrismo o sistema edificado por Kant, na medida em que aí é o homem que ordena e dá sentido à caótica natureza, pois é ele que, tendo em si o espaço, o tempo e as categorias, confere ordem ao mundo exterior. Deste modo, podemos verificar aqui uma forma especial de antropocentrismo, porque o Homem é o centro regulador do cosmos, que em si mesmo parece caótico.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
IMAGENS DO INTERIOR DA CAPELA SISTINA
A Capela Sistina é cheia de figuras excepcionais dispostas em painéis narrando fatos bíblicos
Grande parte das figuras retratadas no teto da Capela Sistina foram concebidas como esculturas, e, muitas poses foram inspiradas em famosas esculturas gregas e romanas que Michelangelo admirava e estudava muito.
A pintura no teto da Capela Sistina foi realizada em meio ao conflituoso relacionamento do artista com o papa Júlio II. Michelangelo já não era pessoa de fácil convivência e o papa Júlio II por sua vez tinha um temperamento muito forte e ambos divergiam constantemente um do outro.
Michelangelo estava ocupado criando as esculturas para o túmulo do papa quando este deu a ele em 1508 outra missão: a de realizar magnífica pintura no teto da Capela Sistina que foi erguida entre os anos de 1475 e 1483 em homenagem ao tio de Júlio II, Sixtus IV que ordenou a construção da Capela. Michelangelo a princípio recusou o trabalho porque ele dizia ter nascido para esculpir e não para pintar.
Michelangelo desconfiava que o papa insistia que ele pintasse a Sisitina alegando ser mais uma provocação do arquiteto do papa - Bramante, com a intenção de arruinar sua carreira porque Bramante sabia que nosso artista se dizia escultor e não pintor e assim talvez para não dar o braço a torcer a Bramante, acabou cedendo a pressão de Júlio II e concordou em realizar a tarefa.
Michelangelo deixou claro no recibo do primeiro pagamento para realização da pintura, em Maio de 1508 o seu incontentamento com a missão recebida que ao invés de lhe fazerem usar o cinzel e esculpir foi obrigado a fazer uso de pincéis e pintar a Sistina e escreveu que ele um escultor, recebera quinhentos ducados para pintar a capela.
O trabalho apesar de belo foi penoso para nosso artista. Michelangelo precisou ficar horas e horas em posição bastante desconfortável. Trabalhou exaustivamente e durante alguns anos. Até sua saúde ficou debilitada por conta do excesso de trabalho para realizar a pintura do teto da Capela Sistina.
Michelangelo dispensou auxiliares contratados por Bramante e trabalhava sozinho. Ele mandou também tirar os andaimes que Bramante havia colocado e colocou tapumes que escondiam todo o trabalho que ele estava desenvolvendo ali para que olhos invejosos não o atrapalhassem e ninguém, nem Júlio II pudesse ver o que fazia.
Ás vezes, ele trabalhava tarde da noite nesta cansativa tarefa. Ele permanecia horas e horas deitado nos tapumes, com cabeça encurvada para trás, olhando para o teto, o corpo retorcido para se desvencilhar dos pingos de tinta nos olhos. Ele trabalhou tanto nesta posição que depois de tempos ainda inclinava a cabeça para trás para ler algo que lhe dessem e só conseguia enxergar assim.
O clima romano retardava mais ainda os processos criativos de Michelangelo porque provocava manchas na pintura e ele tinha que constantemente corrigi-las.
O papa Júlio II sempre interrogava Michelangelo para saber quando ficaria pronto a pintura do teto da Capela Sistina, ao que Michelangelo respondia: Quando eu acabar! Esta incógnita deixava o papa enfurecido.
Nosso artista chegou a quase desisitir de pintar o teto e pedir desculpas a Júlio II e este é claro sempre as recusava e obrigava Michelangelo a correr com o trabalho e finalizá-lo.
Certa vez numa das diversas discurssões do artista com o papa, Júlio II lhe bate fortemente com o cajado nas costas na presença de outros cardeais e diz a Michelangelo se este não terminar logo a obra seria jogado dos andaimes.
Mesmo diante de tanto conflito, discurssões e tramas as formas majestosas e imponentes começaram a aparecer muitos diziam que as figuras nuas que Michelangelo pintou no teto da Capela era vergonhoso e até mesmo erético. Mas, Michelangelo afirma ter pintado o homem em sua glória, nu como veio ao mundo, com sua pureza original, sem maldade.
O resultado de tanto trabalho e superação de contratempos é o esplendoroso teto da Capela Sistina. Algo tão extraordinário nos detalhes, nos contornos, no traços das figuras. Na perfeita celebração da arte, na celebração do divino.
Michelangelo aos 37 anos concluiu no teto da Capela Sistina, algo admirável que encantou e encanta o mundo inteiro.
A obra ressalta e confirma a religiosidade de Michelangelo, expressa também a reverência profunda dele pela antiguidade clássica. Em pouco mais de 4 anos nosso artista desenvolveu neste teto o seu estilo enquanto trabalhava nessa genial criação.
Segue abaixo os painés pintados por Michelangelo no teto da Capela Sistina.
RENASCIMENTO CULTURAL E CIENTÍFICO:
• Movimento cultural e científico europeu localizado entre
os séculos XIV e XVII. Características:
Antropocentrismo e Humanismo – valorização da figura
humana enquanto centro do universo;
Racionalismo – valorização da razão;
Universalismo – busca do conhecimento geral;
Experimentalismo – uso dos sentidos;
Hedonismo – valorização dos prazeres da vida.
• Essas características estavam em conformidade com a
nova mentalidade europeia burguesa, em contraposição à
mentalidade feudal, marcada pelo teocentrismo.
• Itália: berço do Renascimento. Justificativa:
presença da arte greco-romana;
ricos comerciantes (mecenas);
presença de intelectuais de Constantinopla após sua
conquista pelos turcos otomanos.
• Da Itália, o movimento se expande para toda a Europa a
partir de meados do século XV.
• 1450: o alemão GUTENBERG desenvolve a imprensa
mecânica com tipos móveis de metal. A circulação de
livros possibilitou à burguesia o acesso à informação.
Características da pintura e da escultura renascentistas
• Perspectiva; equilíbrio; simetria.
A Virgem do Rochedo
Mona Lisa
Leonardo da Vinci e Michelangelo
Características da literatura renascentista:
• DANTE Alighieri – A Divina Comédia (obra precursora do
Renascimento, escrita no dialeto toscano, algo próximo da
língua italiana como conhecemos).
Giovanni BOCCACCIO – Decameron (rompimento com a
moral medieval e valorização do humanismo e da natureza).
• Nicolau MAQUIAVEL – O Príncipe (separa a política da ética
convencional – “os fins justificam os meios”).
• ERASMO DE ROTTERDÃ – Elogio da Loucura (crítica à Igreja
Católica; fundamentação para o protestantismo calvinista).
• Luís de CAMÕES – Os Lusíadas (narração das Grandes
Navegações).
• Miguel de CERVANTES – Dom Quixote (satiriza a cavalaria
medieval).
• Willian SHAKESPEARE – Hamlet ; O Mercador de Veneza ;
Sonho de uma noite de verão.
• Thomas MORUS – Utopia (imagina uma ilha-reino com uma
proposta idealizada de Estado, contrária à de Maquiavel).
Nas ciências, destaque para:
Nicolau COPÉRNICO – teoria heliocêntrica
GALILEU Galilei – astrônomo, matemático
e físico; aperfeiçoou o telescópio
Johannes KEPLER – Leis de Kepler
(leis do movimento planetário)
Leonardo DA VINCI
O Homem Vitruviano:
estudo das proporções
matemáticas do corpo humano
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